Adriano da Silva: O serial killer de maior condenação no Rio Grande do Sul por ter matado e estuprado crianças em Passo Fundo e região

Crimes no Rio Grande do Sul

Na maior covardia, Adriano da Silva, atualmente com 43 anos, atraiu crianças de origem humilde — um indígena, um vendedor de rapadura, um engraxate — ou que teriam uma condição um pouco melhor, mas que estavam vendendo rifas ou picolés próximos as suas casas e as levou para um caminho sem volta: a morte.

Adriano da Silva

“Eu apenas senti remorso pelo primeiro guri que eu matei, já matei 12, eu não ficava satisfeito com a morte, tinha que fazer mais. Cheguei a pensar em cortar os pedaços”, disse Adriano em julgamento.

Cobertura jornalística

Acácio Silva, que na época atuava como repórter policial da rádio Uirapuru e correspondente do Correio do Povo, diz que o caso foi “uma das coberturas mais chocantes” que já fez.

Adriano foi condenado a 264 anos e cinco meses de prisão por ter matado e estuprado nove crianças.

Falha policial

Adriano da Silva já havia sido condenado por latrocínio — roubo seguido de morte — formação de quadrilha e ocultação de cadáver, no Paraná. Teria 21 anos de detenção para cumprir, mas fugiu depois de seis meses.

“Gideon Dornelles desconfiou que Adriano era o assassino de seu neto, Leonardo Dornelles, oito anos. O menino foi visto pela última vez ao lado de seu algoz na saída de um fliperama no bairro Santa Marta em Passo Fundo (RS) no dia 31 de outubro. Com faca em punho, Gideon abordou Adriano e o levou à delegacia da cidade, onde ficou detido por algumas horas. Só foi liberado porque seus dados não constavam do Cadastro Nacional de Criminosos, o Infoseg. Isso porque a polícia do Paraná retirou as informações do sistema alegando que usavam um programa próprio e o nacional não era confiável”, foi publicado em 2004 pela ISTOÉ.

Há a informação, ainda, de que policiais de Passo Fundo haviam descredibilizado a informação de Gideon Dornelles, chegando a dizer que ele tomava ‘Gardenal’ e estaria fora de si. Adriano fugiu de Passo Fundo após o episódio e voltou a matar em uma cidade vizinha.

Prisão e condenação

Com a colaboração da mídia o acusado foi identificado através de um retratado falado. A jornalista Roberta Salinet, que na época trabalhava na RBS de Passo Fundo, carregava com ela um retratado falado do Adriano que ela teve acesso na Delegacia Regional de Passo Fundo e o levava em todas as coberturas dos casos.

Roberta Salinet foi homenageada pelo município de Sananduva pela colaboração com a prisão de Adriano. | Foto: Arquivo Pessoal

Liberdade

A lei brasileira permite que um acusado fique preso pelo tempo máximo de 40 anos. Contudo, o caso do Adriano, que já cumpriu cerca de 18 anos de pena, pode ser uma exceção.

“Foi o maior crime em série do Rio Grande do Sul e ele é o autor desses crimes. O próprio laudo psiquiátrico dele diz que se ele fosse solto ele continuaria matando. No caso dele, quem é que vai soltá-lo? E para haver essa redução de pena tu tens que passar por um laudo psiquiátrico”, explicou Jabs ao Memórias em Pauta.

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Gaúcha e acadêmica de jornalismo. O resto é intenso demais para reduzir em descrições!

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